CANOLA É ALTERNATIVA DE

RENDA

A canola (Brassica napus L. e Brassica rapa L.) planta da família das crucíferas (como o repolho e as couves), pertence ao gênero Brassica. Os grãos de canola produzidos no Brasil possuem em torno de 24 a 27% de proteína e de 34 a 40% de óleo. O óleo de canola é um dos mais saudáveis, pois possui elevada

quantidade de Ômega-3 (reduz triglicerídios e controla arteriosclerose), vitamina E (antioxidante que reduz radicais livres), gorduras mono- insaturadas (reduzem LDL) e o menor teor de gordura saturada (controle do colesterol) de todos os óleos vegetais. O

farelo de canola possui 34 a 38% de proteínas, sendo um excelente suplemento protéico na formulação de

rações para bovinos, suínos, ovinos e aves.

Segundo a Emabrapa, as pesquisas e o cultivo de canola iniciaram, em 1974, no Rio Grande do Sul, e nos anos 80, no Paraná. Típica da região sul do país, a

plantação de canola tem ganhado cada vez espaço nas lavouras do Rio Grande do Sul. De acordo com o levantamento da Emater/RS, do último ano para cá, a área dedicada ao cultivo do grão no estado deve crescer em torno de 6,25% passando  de 49,4 mil ha plantados em 2016 para 52,5 mil ha projetados para 2017. A produção poderá chegar a 81,4 mil toneladas, contra 72,7 mil toneladas colhidas na safra passada. Um aumento de 11,97%.

Na região de abrangência da Coopeagri a cultura foi semeada no início de maio e segundo os técnicos da cooperativa, estão sendo acompanhados em torno de 150

hectares.

Atualmente a cultura encontra-se em fase de desenvolvimento vegetativo. A expectativa é que a produtividade supere as 30 sacas por hectare, volume que garante boa rentabilidade para o produtor.

A canola passou a ser uma alternativa no período de inverno por seu baixo custo de produção aliado a maior liquidez comparativamente ao trigo. Estes dois fatores são determinantes na tomada de decisão do produtor.